A localização de um passaporte em nome de Eliza Samudio em um apartamento alugado em Portugal voltou a colocar o caso em evidência, 15 anos após o crime que chocou o país. O documento, emitido em 2006, foi encontrado no imóvel e encaminhado às autoridades competentes, o que gerou intensa repercussão nas redes sociais.
A informação se espalhou rapidamente, especialmente na plataforma X (antigo Twitter), onde usuários demonstraram surpresa e levantaram questionamentos sobre as circunstâncias do achado. A ausência do corpo da modelo — que nunca foi localizado — alimentou especulações e teorias não comprovadas sobre seu paradeiro. Comentários de incredulidade e dúvidas sobre como o documento foi parar no local dominaram as discussões online.
Relembre o caso
Eliza Samudio desapareceu em 4 de junho de 2010, aos 25 anos, após informar a amigos que faria uma viagem. As investigações concluíram que ela foi sequestrada e assassinada, em um crime que ganhou repercussão nacional e internacional por envolver o então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes. Eliza manteve um relacionamento com o atleta e era mãe de Bruninho, filho de ambos.
Em março de 2013, Bruno foi condenado a 20 anos e nove meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado. Também foram condenados Luiz Henrique Romão (Macarrão) e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (Bola), pela participação na execução e na ocultação do corpo.
Apesar das condenações, o corpo de Eliza nunca foi encontrado, e o recente achado do passaporte — embora real — não altera as conclusões judiciais sobre o crime. O caso segue marcado pela comoção pública e por perguntas que permanecem sem resposta.
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Fonte: Diário da Informação com TnOnline