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Mulher é morta a tiros em Novo Barreiro; RS chega ao 11º feminicídio de 2026
29 janeiro 2026 - 13h41
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Vítima é mulher de 57 anos que havia solicitado medidas protetivas de urgência. Polícia Civil investiga o caso

Uma mulher foi morta a tiros pelo companheiro na manhã desta quinta-feira (29) em Novo Barreiro, município de 4,2 mil habitantes do norte gaúcho. Caso é o 11º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026.

Segundo a Polícia Civil, o caso foi por volta das 10h20min na linha Jogareta, localizada na zona rural do município. Marlei de Fátima Froelick, 57 anos, foi atingida por disparo de arma de fogo quando se deslocava junto de familiares para a propriedade.

Quando desceu do veículo para abrir o portão do terreno, foi surpreendida pelo agressor, que estava escondido em mata próxima. O homem era companheiro da vítima e não possui antecedentes criminais.

Ainda segundo a Polícia Civil, o autor do disparo foi hospitalizado com lesões de faca e disparo de arma de fogo, e permanecerá internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A origem das lesões não foram esclarecidas até o momento.

A Delegacia de Polícia de Palmeira das Missões confirmou que Marlei registrou ocorrência policial e solicitou medidas protetivas de urgência à Justiça ainda no dia 12 de janeiro, mas o pedido foi inicialmente indeferido.

Na quarta-feira (28), o Tribunal de Justiça concedeu, após recurso no Ministério Público, a medida, mas o agressor ainda não havia sido intimado até a manhã desta quinta. A Polícia Civil investiga o caso.

Um feminicídio a cada dois dias em 2026


O Rio Grande do Sul vive um alerta de casos de feminicídio em 2026. De 1º a 29 de janeiro, foram 11 crimes — o que representa um caso a cada dois dias e meio. O número é maior que o registrado em todo o mês de janeiro de 2025, quando foram nove feminicídios.

O ano de 2025 terminou com 80 feminicídios consumados e 264 tentativas no Rio Grande do Sul. Dessas vítimas, somente 5% tinham medida protetiva de urgência e 75% não tinha qualquer registro contra o agressor.

Diferente do caso ocorrido em Novo Barreiro, a maior parte dos investigados como autores das mortes de 2026 já tinha algum tipo de antecedente criminal. Ao menos oito deles acumulam passagens pela polícia, por crimes como ameaça, lesão corporal e tráfico de drogas, entre outros.

*GZH

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