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Pai agride o próprio filho, de apenas três anos por não ter lhe dado bom dia .
07 julho 2026 - 07h46
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A Justiça decretou a prisão preventiva de um missionário religioso norte-americano, de 33 anos, nesta segunda-feira (6), após ele confessar ter espancado gravemente o próprio filho, de apenas três anos. O crime ocorreu na manhã de domingo (5), na residência da família, localizada na área rural de Águas Claras, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Segundo a Polícia Civil, o homem alegou em depoimento que cometeu as agressões motivado pelo fato de a criança não ter lhe dado "bom dia".

Estado de saúde gravíssimo
O menino sofreu socos no peito, no abdômen e teve a cabeça batida contra o chão pelo pai. Diante da gravidade das lesões, a vítima precisou ser transferida e segue internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre. A mãe acompanha o filho no hospital.

Prisão e indiciamento
No momento do crime, a mãe da criança estava em outro cômodo e não presenciou as agressões. O próprio homem levou o filho ferido até ela após o ato, e o casal encaminhou o menino ao Hospital de Viamão.

Ao constatar a gravidade e a natureza das múltiplas lesões, a equipe médica da unidade acionou o 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que efetuou a prisão em flagrante do norte-americano no local. Durante a audiência de custódia realizada nesta segunda-feira, a Justiça converteu a prisão em preventiva.

A delegada Luana Tamiozzo Medeiros, substituta na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e responsável pelo caso, informou que a Polícia Civil deve indiciar o suspeito por tentativa de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e contra menor de 14 anos.

Histórico de violência familiar
A família reside no Brasil há nove anos e mudou-se para Viamão há cerca de seis meses. O casal tem outros filhos, todos nascidos em território nacional.

A investigação aponta para um contexto de violência familiar continuada. Em depoimento à Brigada Militar, a mãe relatou que o marido já havia demonstrado comportamento agressivo anteriormente. Diante dos fatos, a delegada solicitou medidas protetivas com base na Lei Henry Borel para os demais filhos do casal, que passarão por perícia para identificar possíveis sinais de maus-tratos.
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Foto divulgação
Fonte RN TV

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