A prisão preventiva de um tatuador de 47 anos, suspeito de estupro em Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, ganhou ampla repercussão após relatos de violência doméstica publicados nas redes sociais por uma ex-companheira.
Uma professora afirmou ter sido vítima de agressões físicas e psicológicas durante o relacionamento. Após tornar sua história pública, outras mulheres passaram a relatar situações semelhantes por meio da página "Verdade Seja Dita", criada com apoio da irmã do investigado.
Segundo a Polícia Civil, Vinicius aparece como suspeito em 19 ocorrências registradas nos últimos dois anos. Já o Ministério Público informou que há mais de 20 possíveis vítimas identificadas e que o homem já foi denunciado três vezes por crimes contra mulheres em casos registrados em Torres e Sapucaia do Sul. As ações aguardam análise da Justiça.
Além da investigação por suspeita de estupro, o MP e a Polícia Civil apuram denúncias de agressões físicas, violência psicológica, perseguição, humilhações e violência sexual. As ocorrências foram registradas em cidades como Torres, Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul e Cachoeirinha.
Em manifestação nas redes sociais, o acusado afirmou que algumas informações divulgadas sobre o caso estariam distorcidas ou fora de contexto. Ele também registrou ocorrência por calúnia contra as denunciantes e tentou retirar do ar a página que reúne os relatos, mas o pedido liminar foi negado pela Justiça.
As investigações seguem em andamento, enquanto novas vítimas continuam sendo ouvidas pelas autoridades.
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Redaçao 106.1 Cristalina Fm
Por: g1 RS