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Um jovem de 24 anos, natural de Barão de Cotegipe, no norte do Rio Grande do Sul, foi resgatado pela Polícia Civil nesta quarta-feira (26) após ser mantido em cárcere privado em uma residência no bairro Parque dos Presidentes, em Tramandaí, no Litoral Norte. Conforme a investigação, ele teria permanecido entre 40 e 45 dias sob o controle de integrantes de um grupo criminoso.
A ação foi coordenada pelo delegado Alexandre Souza e teve início após a mãe do jovem procurar as autoridades. Segundo a Polícia Civil, ela vinha recebendo ligações e mensagens nas quais os suspeitos exigiam o pagamento de R$ 900 para que o filho fosse libertado.
Durante os contatos, conforme o relato policial, os criminosos colocavam a vítima para conversar com a mãe, reforçando as ameaças e a cobrança de uma suposta dívida relacionada ao tráfico de drogas.
Diante da denúncia, policiais da Seção de Investigação da Delegacia de Polícia de Tramandaí realizaram diligências para localizar o possível cativeiro. A partir das informações reunidas durante a investigação, os agentes chegaram até uma residência no bairro Parque dos Presidentes.
No local, os policiais encontraram o jovem e confirmaram a situação de cárcere privado. Um dos suspeitos conseguiu fugir pelos fundos do imóvel antes da entrada da equipe e, segundo a Polícia Civil, segue sendo procurado.
A vítima apresentava sinais de agressão. Aos policiais, relatou ter sido espancada durante o período em que permaneceu presa e apresentava hematomas pelo corpo, além de um dente quebrado. O jovem também afirmou que recebia pouca alimentação e permanecia sem acesso a telefone celular.
Morador de Barão de Cotegipe, o jovem estava vivendo em Tramandaí havia cerca de dois meses. Após o resgate, foi encaminhado para atendimento médico e, posteriormente, teve o retorno para sua cidade de origem providenciado.
Investigação:
Segundo a Polícia Civil, a mãe havia informado às autoridades que estava sem conseguir contato com o filho desde junho. A situação passou a ser investigada após surgirem indícios de que o jovem poderia estar sendo mantido contra a própria vontade e de que integrantes de um grupo criminoso estariam exigindo dinheiro da família.
Os principais suspeitos já foram identificados e a autoridade policial deverá representar pela prisão preventiva dos investigados.
As investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer as circunstâncias do caso. A Polícia Civil apura, entre outros delitos, possíveis crimes de extorsão mediante sequestro, cárcere privado, tortura e organização criminosa.
Fontes: g1 e GZH ? Fotos: PCRS